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Sem o Olfato Como Viveríamos

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O ser humano não costuma estar entre os melhores farejadores da natureza, principalmente em comparação com outros animais. Mas pesquisas mostram que os odores têm uma forte influência subconsciente em nossos pensamentos e comportamentos. Pessoas que perderam o olfato após um acidente ou uma doença contam sentir uma enorme perda, com impacto que eles nunca imaginaram. Perder a capacidade de saborear alimentos e bebidas é uma das principais queixas desses pacientes. Os gostos doces, salgados, azedos e amargos são sentidos com a língua. Mas sabores mais complexos também dependem do olfato.

Interrupção de sinais
Cientistas estimam que a porcentagem de pessoas incapazes de sentir odores é pequena. Uma causa comum para o problema é a sinusite crônica, principalmente entre os mais jovens. O fato de nossos neurônios olfativos chegarem até as narinas também é um complicador, pois eles estão mais expostos a danos por toxinas e infecções.

Outras pessoas costumam sentir uma perda temporária do olfato por causa de resfriados ou outras infecções virais. Mas, quando chegamos aos 70 ou 80, a maioria de nós experimenta uma deterioração significativa. Apesar de o sistema olfativo ter a capacidade de se regenerar, com a idade esse processo fica mais lento.

O mecanismo do olfato
Se você aspirar fundo um copo de sua cerveja favorita, as substâncias químicas voláteis presentes no líquido viajarão pelas suas narinas até o teto da cavidade nasal, a parte especializada no olfato. Ao sorver um gole, essas mesmas substâncias passam do fundo da boca para a mesma parte do nariz. Até aí, tudo bem. A seguir, as moléculas são absorvidas no muco dentro do nariz. É nesse momento que se forma o odor: as moléculas precisam ser dissolvidas nesse muco para serem detectadas.

Para uma pessoa saudável, o que acontece em seguida é apenas parcialmente entendido pela ciência. As pontas dos receptores olfativos ficam à espreita nesse muco, ligando-se diretamente ao cérebro. Temos milhões dessas células, mas elas são de apenas 400 tipos, cada um capaz de se ligar a uma molécula específica. Com base em um padrão de ativação desses receptores, ao cheirar uma determinada bebida, uma pessoa é capaz de reconhecê-la como sendo cerveja ou não.

Potencial pouco explorado
Até pouco tempo atrás, cientistas acreditavam que o ser humano poderia detectar apenas 10 mil odores diferentes. Mas, segundo Joel Mainland, do Monell Chemical Senses Centre, instituto especializado em pesquisas sobre olfato e paladar, hoje já se pensa de maneira diferente. Um artigo recente na revista Science mostra que poderíamos perceber mais de 1 trilhão de aromas.

Um bom motivo para melhorar nosso olfato seria ajudar-nos a melhorar nossas relações. Segundo Mainland, algumas pessoas que nasceram sem a capacidade de sentir odores costumam ter problemas para identificar o estado emocional de outras.

Pesquisadores também descobriram que aromas podem mudar nosso humor e comportamento. George Preti, também do Monell, e seus colegas descobriram que extratos de odores da axila masculina alteram os níveis hormonais das mulheres e as ajudam a se sentir mais relaxadas, por exemplo.

Fonte: BBC

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