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Guará, uma cidade orfã

Artigo publicado no jornal Guará Hoje em dezembro de 2011

tumblr_lwlxt3fJ8h1qmz2y2-300x272 Guará, uma cidade orfã

Por Gil DePaula

O significado da palavra órfão nos remete, em sua etimologia, àqueles que foram privados, abandonados, desamparados, ou seja; os que perderam a quem estimavam ou os protegiam.

Recordo-me bem, que quando das eleições passadas, vários candidatos a Deputados Distritais, realizavam um verdadeiro prélio com o eleitor do Guará em busca dos seus votos. Aqui candidatos dos mais diversos matizes acampavam. Passados quase dois anos das eleições, e tendo os eleitos assegurados os votos dos Guaraenses, simplesmente esqueceram que a cidade existe e não demonstram a dignidade de aqui comparecerem em busca de conhecer os problemas da cidade. Setores como o chamado Polo de modas, o de Oficinas e a QE 40, que abriga um poderoso comércio, estão abandonados. Promessas antigas de regularização se mantêm apenas como promessas, os imóveis continuam sem o “habite-se” e diversas empresas funcionam sem o alvará.

Ruas esburacadas (que a cada período chuvoso às vezes recebem pequenos remendos), calçadas irregulares, falta de lazer e segurança campeia em nossa cidade.

Entretanto, o pior é termos consciência que a origem desta situação se deu quando depositamos em 2009 o nosso voto nas urnas, pois elegemos pessoas sem nenhum compromisso com o Guará. Ou por acaso o leitor, passado esse período, viu algum parlamentar em nossa cidade cumprindo com o que prometera, ou simplesmente procurando saber dos nossos problemas?

Com certeza além da corrupção desenfreada que norteia os setores do Governo, seja o estadual ou federal, vamos ter que conviver com desinteresse e realizações mínimas em prol da nossa comunidade, enquanto não soubermos escolher nossos representantes. É necessário votarmos em candidatos compromissados com o Guará, de preferência que aqui residam e deixarmos de pulverizar nossos votos como foi visto nas últimas eleições.

Alguns setores vêm defendendo o voto distrital, como forma de atenuar essas questões, pois com ele – sem exageros – elegeríamos candidatos mais compromissados com a região que lhes deu os votos.

Sem dúvidas, para não continuarmos órfãos do interesse dos nossos eleitos, temos que repensar nossas escolhas. Temos que, naquele momento, de frente a urna de votação, usarmos nossa inteligência, nossa consciência e deixarmos modelos mesquinhos para trás, onde nosso interesse particular deve vir depois do interesse da comunidade.

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