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Sobre Dilma e o Brasil

Artigo publicado em dezembro de 2010

 Em 29 de julho de 1846, nasceu Isabel Cristina Leopoldina de Bragança; a princesa Isabel. Segunda filha de D. Pedro II foi senadora, e por três vezes, regente do império. Tendo se mostrado muito sensível aos problemas da época, sancionou várias Leis, entre elas: as do primeiro recenseamento do império, naturalização dos estrangeiros, relações comerciais com países vizinhos, além daquelas conhecidas por todos os brasileiros: Lei do Ventre Livre e a Lei Áurea que viria, após três séculos, libertar definitivamente os escravos lhe valendo o epíteto de “A Redentora”. 

Agora, 89 anos após sua morte outra mulher começa a fazer história: Dilma Roussef, eleita nesse domingo com 56, 05% dos votos válidos, tornar-se a primeira presidenta do Brasil. Descendente de búlgaros e militante política desde a juventude, já se tinha como certa sua eleição, pelo apoio incontestável que lhe patrocinava o presidente Lula.
Passado os momentos eufóricos que precede a concretização da eleição, o que todo brasileiro deve esperar e exigir é o cumprimento das promessas de campanha, que foram dadas pela então candidata. Algumas podem parecer para muitos uma verdadeira utopia. Parece lógico que o eleitor elegeu Dilma por esta fazer parte de um governo que está dando certo, não por acreditar que nos próximos quatro anos a pobreza seja erradicada, como ela proferiu em alguns discursos.
Lembramos, ainda, que a máquina estatal é extremamente inchada. Que existem graves problemas a ser resolvidos: saúde, segurança, malha rodoviária, “apagões” elétricos nas grandes cidades, situação do INSS e por aí vai.
Quanto à oposição, o que esperamos é que seja responsável, ou seja, que apóie o que for benéfico para o país, e combata possíveis mazelas enraizadas no fisiologismo partidário que levam a atos de prevaricação e corrupção.
Neste momento, tenho certeza, o que todo brasileiro responsável passa a fazer é torcer, independentemente de ideologias, que se construa um país melhor para nossa geração e para as futuras, e quem sabe talvez, tenhamos uma “redentora” no século 21. Aquela que inseriu o país definitivamente no primeiro mundo.
Gil DePaula

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