BRASÍLIA: 52 ANOS

 Artigo publicado no jornal Cidades Hoje de abril de 2012

tumblr_m2oqxeICGB1qmz2y23-300x225 BRASÍLIA: 52 ANOSJoão Melchior Bosco, mais conhecido como D. Bosco, foi um sacerdote católico italiano, fundador da Pia Sociedade Francisco de Sales (Salesianos), que foi canonizado em 1 de abril de 1934 pelo Papa Pio XI. Desde menino apresentou um dom premonitório que não se soube precisar, se seria sonhos ou visões, mas que invariavelmente se tornavam realidade.Em uma dessas visões ou sonhos profetizou que entre os paralelos 15 e 20 do hemisfério sul se ergueria um lugar de muita riqueza próximo a um lago, e este pode ser considerado um dos motivos pelo qual ele é o padroeiro de Brasília.Já em 1892 instigado pelo presidente Floriano Peixoto, que tencionava mudar a capital ainda em seu mandato, o congresso aprovou a Comissão Exploradora do Planalto Central, a chamada missão Cruls, que veio a delimitar uma área entre Pirenópolis, Luziânia e Formosa como o provável local da instalação da nova capital.Mas a mudança só veio ocorrer graças à determinação de um jovem politico chamado Juscelino Kubitschek, que foi o primeiro presidente eleito pelo voto direto após a proclamação da república. Em um comício na cidade de Jataí, estado de Goiás, perguntado por um estudante de tabelião se iria cumprir toda a constituição do Brasil de 1946, inclusive o artigo referente à transferência da capital para o planalto central, afirmou que sim.

Juscelino cumpriu com a promessa e os primeiros atos do seu governo foram sancionar a mudança da capital federal e a criação da Companhia Urbanizadora da Nova Capital – Novacap. Porém, nessa caminhada enfrentou oposições, sendo a mais ferrenha delas a levada a efeito por Carlos Lacerda, um inimigo politico publicamente declarado, que claramente torcia para que a construção de Brasília fosse malograda.

As obras que se iniciaram em fevereiro de 1957, foram lideradas pelos arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer. Centenas de máquinas e milhares de homens vindos de todos os recantos do país trabalharam de dia à noite para construir e concluir Brasília na data fixada de 21 de abril de 1960, como fora prometido pelo presidente Juscelino Kubitschek, que viu a sua palavra cumprida.

Na epopeia dessa construção participaram homens e mulheres de fibra, que enfrentaram todos os entraves como a poeira, a lama, as chuvas, a falta de condição digna de moradia, a falta de transporte público, muitas vezes pagando com a própria vida, pois não era incomum ver operário falecer nas construções de Brasília.

As cidades satélites foram criadas justamente para abrigarem os trabalhadores da construção civil. As únicas delas que não foram planejadas para serem definitivas, foi o Núcleo Bandeirante e a Candangolândia, que nasceram como acampamentos provisórios da instalação dos primeiros candangos, mas que por causa da força popular se tornaram cidades.

Ao longo dos anos o Distrito Federal comandado por Brasília cresceu. Podemos dizer que até o começo dos anos oitenta, a cidade tiraria quase uma nota máxima em qualidade de vida. Após esse período, no rastro dos interesses políticos dos nossos governos, tivemos um inchaço populacional e a reboque o aumento da criminalidade, um quase caos no trânsito, hospitais lotados e abandonados, escolas sujas e mal aparelhadas, e a corrupção capitaneada por políticos oportunistas que só visam o próprio interesse. Problemas negativos que se apresentam em qualquer metrópole, e que aqui não soubemos equacionar. Mas graças a Deus temos tempo!

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