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O Que é o Linfoma de Hodgkin

LF O Que é o Linfoma de Hodgkin

O linfoma de Hodgkin (LH) surge quando os linfócitos ou os seus precursores que moram no sistema linfático – e que deveriam nos proteger contra as bactérias, vírus, dentre outros perigos – se transformam então em uma célula maligna, chamada de célula de Reed-Sternberg.

A presença da célula de Reed-Sternberg é que desencadeia uma reação inflamatória. E então ela passa a ser rodeada de diferentes tipos de células normais de defesa. Esse aglomerado, com essa mistura de células malignas e normais, é que forma a massa tumoral.

Como o tecido linfoide está presente em muitas partes do corpo, o linfoma de Hodgkin pode começar em qualquer local. Porém, o mais frequente é aparecerem gânglios linfáticos presentes no tórax, pescoço e axilas.

O Que Causa O Linfoma?

O Que Causa O Linfoma?

hqdefault O Que é o Linfoma de Hodgkin
Ainda não se sabe o motivo para o surgimento do linfoma de Hodgkin, mas se sabe que é uma doença adquirida, e não hereditária. O linfoma de Hodgkin compreende cerca de 20% dos casos da doença. E ele pode ocorrer em qualquer idade, porém os jovens de 25 a 30 anos são os que mais recebem o diagnóstico.

O Linfoma de Hodgkin divide-se em LH com predominância linfocitária nodular e LH clássico. Este, por sua vez, subdivide-se em esclerose nodular, rico em linfócitos, celularidade mista e depleção linfocitária.

Predomínio Linfocitário Nodular

Predomínio Linfocitário Nodular

shutterstock_1348514603 O Que é o Linfoma de Hodgkin
Mais frequente em jovens-adultos, apresenta os sintomas comuns do linfoma e raramente é encontrado fora dos nódulos linfáticos. Frequentemente atinge região de pescoço e tórax (mediastino). É altamente curável.

Linfoma de Hodgkin Clássico

Linfoma de Hodgkin Clássico

celulas-de-reed-sternberg-300x225 O Que é o Linfoma de Hodgkin

É Dividido em Quatro Tipos

Esclerose nodular
Este é o tipo mais comum em adolescentes e adultos jovens. Frequentemente apresenta-se com doença localizada em região cervical, supraclavicular e tórax (mediastino).

LH rico em linfócitos
Semelhante ao de predominância linfocítica nodular, é mais comum em homens.

Celularidade mista
Mais comum em homens idosos, é prevalente em pessoas com o vírus HIV e é comumente associado com estágio mais avançado de doença.

Depleção linfocitária
Confunde-se muito com linfoma não-Hodgkin. Ocorre principalmente em idosos, em pacientes portadores de Síndrome de Imunodeficiência adquirida e portadores do vírus HIV. Pacientes podem apresentar doença extensa sem linfadenomegalia. Representa 1% dos casos de linfoma de Hodgkin clássico.

Convém lembrarmos de que o corpo avisa quando algo não está indo bem. Desse modo, é importante ficar atento a qualquer sintoma. Entre os primeiros sintomas do linfoma de Hodgkin, podemos encontrar os gânglios aumentados (que são nódulos na região do pescoço, nódulos na virilha e nódulos nas axilas). Mas fique atento, e não deixe de procurar um especialista, o que pode ocorrer com frequência, já que os gânglios apesar de visíveis, não apresentam dor.

Um dos primeiros sinais é a presença dos gânglios aumentados (carocinhos). O especialista deve fazer um exame bem apurado, apalpando as regiões em que os nódulos linfáticos são mais fáceis de detectar, como axilas, pescoço e virilhas.

Mas é importante saber que o aumento dos gânglios pode acontecer em locais imperceptíveis, como na região do abdome e tórax. Daí a importância de se realizar exames de imagem.

Qual Exame Detecta o Linfoma de Hodgkin?

Qual Exame Detecta o Linfoma de Hodgkin?


tomografia_computadorizada O Que é o Linfoma de Hodgkin

O hemograma completo (exame de sangue) deverá ser pedido, isso porque nele constam importantes dados utilizados em avaliação de risco da doença.

A partir dos sintomas, o médico também irá solicitar uma biópsia do linfonodo, que será avaliada em laboratório. Nesse momento, então, já será possível saber se o paciente tem ou não o linfoma. Vale a pena informar que a aspiração do linfonodo por meio de agulha não é adequada, porque o estudo da sua arquitetura é extremamente importante para o diagnóstico.

A biópsia da medula óssea (quando um pedacinho do osso da bacia é retirado) também pode ser solicitada, para ver se não houve comprometimento da medula óssea.

Os exames de imagem, além de serem úteis para o diagnóstico do linfoma, são também solicitados para mostrar a extensão da doença e se outros órgãos foram atingidos. São eles:

Tomografia Computadorizada

Tomografia Computadorizada


O equipamento possui uma mesa na qual o paciente fica deitado para a realização do exame. E é por meio de raio-x, que pequenas fatias de regiões do corpo são avaliadas, o que torna possível identificar se algum linfonodo ou órgão do seu corpo está aumentado.

Ressonância Magnética

Ressonância Magnética


Este método utiliza ondas eletromagnéticas para a formação das imagens, o que permite uma avaliação dos órgãos internos de uma maneira mais abrangente. Entretanto, este exame não é um procedimento utilizado com tanta frequência, como a tomografia computadorizada, para detectar linfoma.

PET SCAN

PET SCAN

pet-ct O Que é o Linfoma de Hodgkin
O que é pet scan?
Pet Scan é um exame que mede as variações nos processos bioquímicos. Isso é muito bom, pois pode ajudar a mostrar se um gânglio linfático aumentado faz parte da doença ou se é uma alteração benigna. O exame Pet scan também pode identificar se pequenas áreas do corpo contém a doença e até se o linfoma está respondendo ao tratamento.

Linfoma de Hodgkin Tem Cura?

Linfoma de Hodgkin Tem Cura?

O objetivo do tratamento do Linfoma de Hodgkin é conduzir o paciente à remissão da doença. Conheça as opções de tratamento existentes, porém lembre-se de que somente seu médico está apto a avaliar qual deles é o mais indicado para você:

QUIMIOTERAPIA

QUIMIOTERAPIA

linfoma_de_hodgkin.jpg O Que é o Linfoma de Hodgkin

É um tratamento que utiliza medicamentos extremamente potentes no combate ao câncer, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes.

Sua administração é feita em ciclos, com um período de tratamento, seguido por um período de descanso, para permitir ao corpo um momento de recuperação. Ela pode ser oral ou aplicada direto no sangue, por meio de um cateter.

Efeitos da quimioterapia no organismo

Efeitos da quimioterapia no organismo

Alguns efeitos colaterais podem surgir, como enjoo, diarreia, obstipação, alteração no paladar, boca seca, feridas na boca e dificuldade para engolir. Mas saiba que existem medicamentos para amenizá-los.

A queda de cabelo também costuma acontecer, pois a quimioterapia atinge as células malignas e também as saudáveis, em especial as que se multiplicam com mais rapidez, como os folículos pilosos, responsáveis pelo crescimento dos cabelos. Nessa fase, busque por alternativas como lenços, bonés, chapéus ou perucas, caso se sinta mais à vontade.

A imunidade baixa durante a quimioterapia, comum a esta fase do tratamento, pode facilitar o surgimento das infecções. A febre é o aviso de que um processo infeccioso está começando, então não deixe de procurar seu médico. Se for necessário, medicamentos serão administrados.

Alguns protocolos de quimioterapia mais utilizados são:
Linfoma de Hodgkin clássico
ABVD – A: Adriamicina B: Bleomicina V: Vimblastina D: Dacarbazina
BEACOPP – B: Bleomicina E: Etoposideo A: Doxorrubicina C: Ciclofosfamida O: Vincristina P: Procarbazina P: Prednisona
DHAP – Cisplatina, Citarabina e Dexamatesona
ICE – Ifosfamida, Etoposideo e Carboplatina
Predomínio linfocitário nodular
ABVD – A: Adriamicina B: Bleomicina V: Vimblastina D: Dacarbazina
R-CHOP – Ciclofosfamida, Doxorrubicina, Vincristina, Rituximabe
R-CVP – Ciclofosfamida, Vincristina, Prednisona

O Que é Radioterapia?

O Que é Radioterapia?

tratamento-do-cancer-de-mama-oncologica-do-brasil-002-e1592939209274 O Que é o Linfoma de Hodgkin
É um procedimento que utiliza radiações ionizantes, para destruir ou inibir o crescimento das células anormais que formam um tumor. Mas tudo vai depender da doença ou do quadro clínico de cada paciente. Ela pode ser feita isoladamente ou em conjunto à quimioterapia.

Radioterapia efeitos Colaterais

Radioterapia efeitos Colaterais


Como efeitos colaterais, pode apresentar problemas de pele, como ressecamento, coceira, bolhas ou descamação. Mas também é possível tratá-los com produtos especiais. Converse com o médico.

Conhecido popularmente como transplante de medula óssea, é indicado em poucos casos, quando o paciente não responde aos outros tratamentos, mas tudo vai depender de fatores como condição clínica e idade da pessoa. Se a medula óssea não estiver acometida, o próprio paciente será o seu doador, no chamado transplante autólogo.

Ele acontece com as próprias células do paciente. As células-tronco são coletadas por meio de uma veia ou por meio de coleta direta da medula óssea em ambiente de centro cirúrgico, congeladas e armazenadas (criopreservação).

Após a coleta e criopreservação, o paciente é submetido a um regime de quimioterapia em altas doses, chamado de condicionamento, que tem o intuito de eliminar todas as células.

Esse regime quimioterápico leva, consequentemente, à destruição da medula óssea do paciente. Por isso, após a quimioterapia, as células-tronco previamente coletadas são descongeladas e infundidas no próprio paciente.

Pós-Tratamento

Pós-Tratamento


Nesta fase ocorre a aplasia medular.

E o que é aplasia medular?

Aplasia-Medular-1 O Que é o Linfoma de Hodgkin
É o período de queda do número de todas as células do sangue. Quando a medula óssea começa a funcionar novamente (geralmente em torno de 2-4 semanas após a infusão) pode-se dizer que houve a pega da medula.

Inicia-se com a pega de glóbulos brancos, em seguida dos glóbulos vermelhos e por último, plaquetas. Mesmo depois da pega da medula, o monitoramento médico continua sendo essencial, porque complicações tardias podem acontecer até mesmo um ano pós-transplante.

A alta só será possível no momento em que a medula óssea estiver funcionando bem, ou seja, produzindo as células do sangue que protejam o paciente contra infecções, hemorragias e sem anemia.

Imunoterapia

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Pacientes que não respondem à quimioterapia (refratários) ou que recidivam após transplante de medula óssea autólogo podem apresentar indicação de utilizar anticorpo monoclonal.

Os anticorpos são proteínas produzidas pelo sistema imunológico para combater infecções, e os anticorpos monoclonais, também conhecidos por imunoterapia, são produzidos em laboratório com o objetivo de agir em um alvo específico. Com isso, a imunoterapia faz com que o próprio sistema imunológico do paciente reconheça as células doentes e as ataque. São eles:

•Brentuximabe vedotim

•Rituximabe

•Nivolumabe

•Pembrolizumabe

Lidando Com os Efeitos Colaterais do Tratamento do  Linfoma ded Hodgkin
O tratamento pode trazer alguns efeitos adversos ao paciente, mas é importante entender que é possível amenizá-los, seja com medicamentos ou até mesmo com a alimentação.

Dicas Para Ajudar a Combater os Efeitos Adversos

Dicas Para Ajudar a Combater os Efeitos Adversos

Contra náuseas e vômitos:
Prefira alimentos frios ou gelados e diminua ou evite o uso de temperos fortes na preparação dos alimentos
Coma pequenas porções várias vezes ao dia
Contra a diarreia:
Aumente a ingestão de líquidos, como água, chá, suco
Evite alimentos laxativos, como doces concentrados, leite de vaca, creme de leite, manteiga, queijos, verduras, cereais e pães integrais, além de frutas como mamão, laranja, uva e ameixa preta.

Contra a obstipação (prisão de ventre):
Evite o consumo de cereais refinados (arroz branco, farinha de trigo refinada, fubá, semolina, amido de milho, polvilho). Substitua alimentos pobres em fibras por alimentos ricos nesse nutriente (ex.: feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, soja, arroz integral, linhaça, aveia…). Beba muita água.

Contra a mucosite
Evite alimentos picantes e salgados com temperos fortes e alimentos ácidos (ex.: limão, laranja pera, morango, maracujá, abacaxi e kiwi).
Consuma preferencialmente alimentos macios ou pastosos (ex.: creme de espinafre, milho, purês, pães macios, sorvetes, flans, pudins e gelatinas) e também alimentos frios/gelados.

Contra a xerostomia (boca seca)
Beba líquidos em abundância (ex.: água, chá, suco, sopa)
Aumente a ingestão de alimentos ácidos e cítricos
Evite alimentos ricos em sal
Chupe cubos de gelo ao longo do dia
Utilize pomadas industrializadas (“salivas artificiais”) antes das refeições

O Que é Estadiamento?

O Que é Estadiamento?


A avaliação da extensão da doença é denominada estadiamento, e que juntamente com o subtipo, é então fundamental para entender qual o tratamento é o ideal para ser utilizado. O médico geralmente determina o estadiamento da doença por meio dos resultados dos exames de imagem citados acima. O PET scan e a tomografia computadoriza são os mais importantes nesta determinação. Os estadiamentos estão classificados como:

Estágio I
Representa o envolvimento de um único grupo de linfonodos ou, mesmo de um único órgão fora do sistema linfático.

Estágio II
Envolvimento de dois ou mais grupos de linfonodos, do mesmo lado do diafragma (músculo que separa o tórax do abdome).

Estágio III
Representa o envolvimento de grupos de linfonodos em lados diferentes do diafragma.

Estágio IV
Quando há envolvimento de linfonodos e outros órgãos fora do sistema linfático, como por exemplo pulmões, fígado, ossos e/ou medula óssea.

Estadiamentos Linfoma de Hodgkin

Estadiamentos Linfoma de Hodgkin

EstadiamentoLinfomadeHodgkin O Que é o Linfoma de Hodgkin

Outros modificadores também podem ser utilizados para descrever os estágios do linfoma de Hodgkin:

X – Quando a massa excede 10 cm em seu maior diâmetro ou, quando apresenta uma massa mediastinal (no tórax) que ultrapassa um terço do diâmetro transverso transtorácico

E – Envolvimento de sitio extralinfático

S – Envolvimento do baço

Os quatro estágios do linfoma de Hodgkin podem ser divididos em categorias “A” e “B”. A categoria “A” indica a ausência de febre, mas apresenta suor noturno e perda de peso. Os pacientes que apresentam algum desses sintomas pertencem à categoria “B” e, geralmente, recebem tratamento mais agressivo.

Livros de Gil DePaula

Livros de Gil DePaula

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