A Deselegância Humana

Por Gil DePaula

Que-deselegante A Deselegância Humana

A falta de elegância que falarei neste texto, nada tem a ver com a falta de cuidado ao se vestir. E sim, da deselegância nas relações humanas, que, ao meu ver, é pior do que a primeira.

Qual de nós, já não admiramos aquelas pessoas cordatas, educadas e incapazes de ofenderem a outrem por palavras ou atitudes? Eu as admiro profundamente. Um pouco por não ser totalmente iguais a elas e um outro tanto, por compará-las às pessoas que não possuem filtro nenhum, ou apenas têm um discernimento vulgar, nas relações humanas.

Com o advento das redes sociais, essa deselegância no trato humano, claramente se intensificou, alcançando o cume da vulgaridade e da grosseria. Pessoas, que sempre apostei em sua cordialidade e inteligência, passaram a se mostrar intransigentes, arrogantes e agressivas, expressando-se publicamente de forma chula e raivosa.

No Brasil, pelo menos, a política se mostrou e se apresenta, como um catalisador da deselegância humana. Os lados polarizados pela a esquerda e a direita, se digladiam sem nenhum pudor, cada um apostando para ver qual se mostra o mais truculento. Se duvidas, atreva-se a desagradar um ou outro publicamente, para ver se não surgirá alguém que lhe atirará na face as “verdades merecidas”.

A deselegância humana, também tem sua origem na soberba de alguns, que por motivos variados transmitem se acharem superiores a outras pessoas. Seja por uma melhor condição financeira, ou um suposto intelecto superior ou de diferença racial.

Outra deselegância pontuável é o trato nas relações homem e mulher. Poucos são os homens e mulheres que possuem sensibilidade com o sexo oposto. Muitas mulheres deixaram o pudor de lado, e parte expressiva dos homens abandonaram a finesse devida ao sexo feminino.

Em alguns países e tribos indígenas, os idosos são as figuras mais veneráveis e ouvidas por causa da experiência de vida que acumulam. No Brasil, poucos são respeitados. Em 2022 foram registradas mais de trinta e cinco mil violações contra pessoas idosas.

A deselegância, no dia a dia, é tão contundente, que agressões verbais e até físicas se tornaram comuns. Nos estádios de futebol, no transito das cidades e em shows, palavrões e até agressões físicas, infelizmente, não surpreendem a mais ninguém.

Por falar em shows, vários pseudocomediantes se utilizam da deselegância dos palavrões obscenos e escatológicos em suas apresentações para fazerem “graça”.

Há muito não se vê, em coletivos, hospitais, bancos, etc. pessoas que, sentadas, ofereçam o lugar que ocupam para os mais velhos ou mulheres grávidas ou gente com necessidades especiais.

Até no seio familiar, brincadeiras podem tornar-se perigosas, pois se não aceitas, a confusão está feita, e reações inesperadas podem acontecer.

Na política, a deselegância da corrupção, que se estende por dezenas de anos, minou o brio dos eleitores, que não se importam em votar nos mais diversos salafrários, mesmo aqueles pegos em flagrante e nos condenados.

Retomarmos, ao bom convívio social e o traquejo nas relações interpessoais, é fundamental para termos um povo melhor, um país digno e capaz de atender aos nossos maiores anseios de vivermos cada vez melhor, e crescermos pessoalmente.

Livros de Gil DePaula -- www.clubedeautores.com.br -- www.editoraviseu.com.br -- [email protected]

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