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“ADEUS MINHA RAINHA” ESTRÉIA NO ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA

Adeus-Minha-Rainha-206x300 "ADEUS MINHA RAINHA" ESTRÉIA NO ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA

Quis o destino que Adeus, minha rainha — do sempre exigente realizador Benoît Jacquot — estreasse em momento surpreendentemente oportuno: em meio a um Brasil borbulhante e convulsivo, o filme sobre a Queda da Bastilha, no século 18. Rigoroso, Jacquot arrebanhou os prêmios César de melhores fotografia, figurino e desenho de produção, além do feito de mais sete indicações.

Exibido no Festival Varilux (que difunde, pelo Brasil, produtos francófanos), o filme abriu o Festival de Berlim de 2012, e tem origem em livro de Chantal Thomas (vencedora do tradicional prêmio Femina). Depois de esmiuçar as vidas de personalidades, como o Marquês de Sade e Casanova, Chantal centrou foco na rainha Maria Antonieta. No filme de Jacquot (que, no passado, já apostou em produções chamativas como Tosca e Sade ), até existe a figura de um historiador, interpretado por Michel Robin, mas o interesse maior do roteiro (assinado por Gilles Taurand) está na esfera dos tipos submissos.

Num Palácio de Versalhes às vias da calamidade, Sidonie Laborde (Léa Seydoux, de Meia noite em Paris), uma privilegiada leitora particular da rainha, pressente a chegada do pânico. Sem possibilidades, prefere ignorar o esmaecido brilho da cômoda vidinha. A troco de lealdade, quer ver a rainha (Diane Kruger, de Bastardos inglórios) satisfeita.

Com levada soturna, e acréscimos de sutis dados bem explorados (caso do lesbianismo da aristocrata Gabrielle de Polignac, em delicada interpretação de Virginie Ledoyen), Adeus, minha rainha convence como retrato íntimo de uma derrocada social mensurada para recompor existências individuais. Oportuno que só.

 

 

 

 

 

 

 

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